No Fone #3

Depois de um breve intervalo, mais no fone no ar! Como é o último do ano, só álbuns de 2011 pra galere!

Los Campesinos! – Hello Sadness

Acho que vocês vão me ver falando desse álbum em breve. Provavelmente ele irá constar no meu top 10 anual. E o mais paradoxal é que o cd anterior de Los Campesinos!, Romance is Boring, é, na minha opinião, melhor do que Hello Sadness e mesmo assim não figurou no meu listão dos 20 melhores do ano passado (apenas 31ª posição!). O que leva a tal fato? Não sei, talvez a continuidade delitiva que só eles conseguem de lançar dois álbuns fodas em um curto espaço de tempo, em que o segundo trabalho sempre reforça e amplia o primeiro; ou talvez seja a nova tomada de rumos que a banda adotou; ou simplesmente as letras apaixonantes e tristes que saem em músicas que banham na melhor fonte do indie-pop. Talvez. Se jogando em um grande talvez, o “novo” Los Campesinos!, com seus novos integrantes, parece querer se jogar em uma nova fase, mais intimista e menos power-pop, mas com a mesma qualidade de tudo já feito até então.

Generationals – Actor-Caster

Caras, sei lá, essa vida é uma merda mesmo. Eu fico pensando o tanto de álbuns como Actor-Caster eu devo deixar passar por aí. Quantos álbuns que podem fazer o sol brilhar mais forte naquele dia de merda que você não queria sair da cama por motivo nenhum. Quantos álbuns, que serão esquecidos em um futuro nem um pouco distante, passam e não dançamos sob o brilho de suas músicas. Actor-Caster não vai figurar em nenhuma lista de melhores do ano, muito menos será destaque em algum blog hipster que sua vó segue com assiduidade. Não. Confesso que esse álbum foi parar no meu ipod por um daqueles acasos que o last.fm nos proporciona. Vi a banda em um perfil perdido, entrei na página deles e curti a fotinha (uauu, que pessoas estilosas. Baixarei). Actor-Caster é isso. O acaso perdido em forma de música. Sem pretensões. Apenas dance e seja feliz ao som de guitarras em looping quase eternos, refrões inesquecíveis e aquele eletrônico característico do indie-pop que nós amamos todos os dias.

*A foto à qual eu me referia era da “banda”, que consiste em um duo, e outras meninas para lá de elegantes. Achei que era um quinteto. Manjei legal, eim. HEHE

Idaho – You Were a Dick

Slow core é uma coisa chorável. Baterias tacanhamente perfeitas e tocadas como tapinhas na bunda de nenéns, letras que te fazem cuspir emoção pelos olhos e guitarras deliciosamente lentas como aquele último pedaço de torta de amoras que você deixa por último. Se você escuta música como se sempre estivesse em uma hipercorrida no parque levando os batimentos a mil por hora, esqueça, definitivamente You Were a Dick não é para você. Introspectivo e para uma tarde chuvosa de domingo enquanto você dirige o seu carro de volta para casa depois de uma decepção daquelas. Com pianos acompanhados de uma leve percussão que se dissolve no ar, as músicas são recheadas de sofrimento, de perspectivas desencontradas e de um amor bucólico por coisas cruelmente simples da vida. Idaho nos diz pouco quando tudo vai bem, mas faz completamente sentido quando os dias escurecem e o que nos resta é esperar. Esperar devagar.

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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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