No Fone #2

Ipod renovado e tem mais No Fone na parada!

Peter Bjorn & John – Gimme Some (2011)

Cool music for cool people. Peter Bjorn and John nunca esconderam o mote de seu som. Feito do aqui e do agora, a maioria de suas músicas passam voando como esses anos de mundo líquido pós-modernuxo. Em tempos de ultra-velocidade, deixar uma música para a história (Young Folks) já é um marco na concretude do tempo. Gimme Some não veio pra revolucionar o mundo, assim como não vai deixar um hit na história dessa década que começa. Mas não é por isso que o álbum não merece uma ouvida. Pelo contrário, merece várias, ainda mais se você quer ouvir os petardos mais empolgantes desse ano. Com a carro chefe Second Chance, Gimme Some é uma sucessão de efêmeros sucessos pra lá de animados que com certeza podem marcar na sua memória aquilo que vai ser esquecido em pouco tempo.

Ah, o motivo que me fez dar uma second chance para esse álbum. Todas as músicas acompanhadas visualmente. Monstruosamente genial: http://pitchfork.com/tv/special-presentation/1754-peter-bjorn-and-john/

Buffalo Death Beam – Salvation For Ordinary People (2011)

Nas crises pseudo-existenciais, eu me pergunto se eu não deveria ser estadosunidense. Bah, é difícil eu achar ruim uma banda de folk, folk-rock ou alt-country. Daqui a pouco vou sair na rua com minha bota, meu chapéu e minha camisa quadriculada. Esse complexo de inferioridade é foda. Mais papo sério agora. Nessa ânsia de ir atrás de coisas com a cara do interior dos Estados Unidos, deparei-me com um vídeo de Emma Rose no youtube. Era algo único. De uma simplicidade e singeleza que foi impossível não se apaixonar na hora. Chorei litros por três horas até tomar coragem, fechar a janela e ir correr atrás de algo daquela banda para baixar. Foi aí que conheci Salvation For Ordinary People. Ora lembrando Bright Eyes em seus melhores dias, ora se parecendo com The Rural Alberta Advantage, Buffalo Death Beam é imperdível para quem quer se apaixonar pensando nas belezas naturais do meio-oeste norte-americano. Lindo do começo ao fim.

Vídeo de Emma Rose pelo qual me apaixonei: http://www.youtube.com/watch?v=C64opMqv3N4

Lê Almeida – Mono Maçã (2011)

Mono Maçã é o grande álbum da música brasileira desse ano e talvez um dos maiores dos últimos tempos. Chamado de gênio, messias e profeta do apocalipse no underground do mundo internético, Lê Almeida é o cara e o ser solar que esperávamos. Dono de uma gravadora que lança grandes clássicos que o mundo nunca vai ouvir (Transfusão Noise Recordes), esse prodígio resgata o espírito dos anos 90 com todos os seus ruídos e o toque lo-fi que arrepia aqueles apaixonados por moletons, calças folgadas, cabelos grandes e pouca produção. É a volta do sujo em tempos de tanta produção audiovisual reluzente. É o som verdadeiro que seu irmão tira no quarto ao lado. Em 40 minutos temos o correr de 23 faixas em uma velocidade e qualidade guidedbyvoiceniana. De Pavement a Built to Spill, tá tudo ali e cantado em português. Músicas como Transpopirações, Eles Estão Na Minha Rua, Vamos Ver o Sol e Por Favor Não Morra já são clássicos canarinhos. Mono Maçã já é um clássico. Só falta você conhecer. Top 10 do ano, sem dúvida.

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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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