Girls – Father, Son, Holy Ghost (2011)

Sabe quando você está perante um clássico da música? Uma obra-prima? Um álbum absolutamente com tudo para marcar sua #vdm? Pois então, é assim que me senti quando escutei a nova quintessência de Girls pela primeira vez. Hiper hype? Não sei, só sei que o estou escutando neste momento e meu sentimento só está sendo reforçado.

A banda logo mostrou a que veio com o seu histórico début, álbum que esteve entre os melhores de um ano pra lá de excepcional, no qual tivemos maravilhas como “xx”, “Veckatimest”, “Wolfgang Amadeus Phoenix” e “Merriweather Post Pavilion”. Podiam parar por ali que já estava de bom tamanho. Mas não, em 2010 veio um ep excelente e em 2011 o tão aguardado segundo álbum: Father, Son, Holy Ghost.

E é desse último que falamos agora. Desde o lançamento do clip de “Vomit”, um novo burburinho começou a crescer em volta da banda. A música era incrível. Em longos e rápidos 6 minutos e 31 segundos, a voz inconfundível de Christopher Owens viajava por texturas, descidas, subidas, gritos, sussurros, refrões e finalizava com um pedido que ecoa de forma emocionante, tudo isso acompanhado por guitarras que nos remete ao período guerrafrianianosetentista.

Em “Vomit” já observamos uma das tônicas do álbum e que para mim o leva a um patamar diferenciado: a fusão perfeita entre o indie de ipod e o classic rock dos anos 60 e 70. Longe dos modismos dos índios e mais distante ainda daquele rock com cara de vinil brega do seu pai, o álbum consegue fundir o velho e o moderno ampliando o espectro geracional de sua música. Som novo para saudosistas; som velho para hipsters.

E as outras faixas? temos a pageniana “Die”, que vai do ledzeppelismo a uma descida suave que nos lembra um diamante louco que brilha; o carro chefe das FM’s para grudar no seu ouvido “Saying I Love You”, com sua atmosfera de bailinho de encerramento do De Volta Para o Futuro; e abrindo o cd retomando suas influências assumidas dos garotos da praia, Honey Bunny. Tudo isso na primeira metade do álbum!

Na segunda parte encontramos a bateria simples e cativante de “Magic” nos convidando para assobiar; “Forgiveness” que por mesclar passagens calmas com uma posterior explosão de sons resume o álbum perfeitamente; “Love Like a River”, em que o vocal perfeito de Christopher faz a música parecer um clássico perdido da Motown feito para tocar em algum remake indie-cult-bizarro de Meu Primeiro Amor. Por fim temos algo que considero essencial para que um cd se torne um grande álbum: uma faixa de encerramento marcante e que me faz querer colocar o álbum para tocar novamente logo após terminar. “Jamie Marie” cumpre esse papel magistralmente; encerra a altura um álbum perfeito.

Father, Son, Holy Ghost tem tudo para ser o grande álbum do ano. Ao meu ver, dos que foram lançados até agora, somente Helplessness Blues pode concorrer ao seu lado. Ainda não tenho opinião formada, mas como o hype agora está com as Garotas, fico tentado a dizer que o topo do ano está com Christopher. Pelo menos por enquanto!

Recomendado! ninguém pode deixar passar uma pérola dessas!!

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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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