No Fone

Salve, salve!

Sempre tive vontade de escrever sobre bandas que estou escutando em um determinado momento. Louvá-las, amá-las compartilhadamente, xingá-las e assim vai. Tendo isso em vista, pretendo começar a fazer isso aqui no blog. Além disso, esses textos serão uma forma de movimentá-lo um pouco, já que geralmente ele fica bem parado em tempos de aulas.

Então vamos lá!

Portugal. The Man – In The Mountain In The Cloud (2011)

Não conheço nada parecido e tão impressionante: 7 álbuns em 6 anos, sem contar os 5 ep’s. E o melhor, o nível nunca decresceu. Neste ano, mais uma vez eles mostraram que nem sempre qualidade está associada a um longo tempo de trabalho. Após o excelente American Ghetto (2010), no qual a música eletrônica foi explorada, P.TM volta a suas origens. Guitarras grooveadas, psicodelia moderada e os vocais típicos do “progressivo” indiano modernuxo. Finalmente em uma grande gravadora, notamos uma maior aproximação com o pop, o que torna o álbum de uma radiofonia incrível. Deixe que os refrões fiquem na ponta da língua e seja feliz. Com certeza vocês não devem vê-los nas listas de final de ano, mas mais uma vez trilharam o caminho certo.

Belle & Sebastian – Dear Catastrophe Waitress (2003)

Não pode começar a tocar o riffzinho de If She Wants Me que eu já me arrepio. Talvez esse seja um dos meus álbuns favoritos de todo o sempre. Pra mim, Belle & Sebastian é a banda prefeita do nosso mundo indie querido. Nunca fez lá grande sucesso, tem um clássico absoluto em qualquer instância (If You’re Feeling Sinister), é cheia de álbuns (o que dificulta muita gente conhecer tudo da banda haha) e fez a mistura perfeita entre o novo e o velho. Em DCW é talvez onde começa a maior abertura do som, no qual há uma aproximação mais clara da coloração sessentista com influências beach boysianas e seu pop barroco. Apaixonante. Uma carta de amor. Letras inspiradas, encaixes perfeitos e um brilhantismo sonoro orquestrado de forma única. Uma verdadeira obra de arte. Um tiro certeiro no coração.

Yuck – Yuck (2011)

“Caralho, essa banda é muito louca”. Reação de um parceiro ao ouvir “Get Away”, primeira música do début dessa banda inglesa que nos faz lembrar nossos queridos anos 90.
Pavement, Built to Spill e Dinosaur Jr. reverberam nas guitarras distorcidas, no som com aparência de mal captado e os vocais baixos com cara de gravado ali no quarto de dispensa. O som sujo nem de perto lembra o indie pop fofo feito por parte de seus membros no Cajun Dance Party (outra banda linda), pelo contrário, nos remete a uma garagem suja e adolescentes espinhudos descobrindo seus primeiros pedais. Nem as viagens mal colocadas e, às vezes, monótonas atrapalha esse que com certeza é um dos grandes álbuns do ano. O neopavementianismo está com tudo!

Em breve mais! xD

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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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