Sai da Rede – 1ª Semana

Salve, camaradas!

É, o blog não morreu na maternidade não! hahaha. Fim e começo de ano são sempre complicados. Nossa atenção fica mitigada e o tempo mais curto do que nunca. Quando paramos, é sempre pra tomar a boa e velha cachaça, com isso os posts aqui ficaram comprometidos. Mas vou tentar, daqui pra frente, postar pelo menos uma vez por semana, geralmente nos fins de semana ou na segunda.

Mas pois então, o tema de hoje envolve um excelente projeto desenvolvido pelo CCBB (mais um!), que teve como primeira parada nossa capital querida. Seguindo na esteira do festival Pode Apostar, ocorrido em 2009, que reuniu uma série de artistas batutas da nova geração, entre eles Nina Becker, Fino Coletivo, Jeneci e Mariana Aydar, neste início de ano temos o Sai da Rede, que iniciado na sexta passada, promete agitar por mais dois fins de semana a nossa Brasília.

O projeto, financiado pela nossa falada Lei Rouanet, tem o intuito de dar projeção e palco para artistas que já tiveram seu reconhecimento na grande rede da internets, possibilitando que ampliem seu público e se aproximem do já existente. E um dos fatores mais positivos, na minha opinião, é o preço atrativo dos shows, que custam 15 dinheiros a inteira, rolando meia para estudantes, professores e funcionários e correntistas do BB (+ informações no link http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10174,1,0,1,1.bb?codigoEvento=3892).

Agora chega desse lero-lero danado, e vamos ao que realmente interessa, os shows!

Sexta-feira (07/01) – Lucas Santtana

Logo no primeiro dia, já tivemos um show que nos dará a dimensão da qualidade dos artistas escolhidos para o festival, abrindo o projeto de forma magistral. Lucas Santtana, com o seu caldeirão de sons e ritmos, nos presenteou com toda sua inventividade, levando a platéia ao delírio com o seu passear por estilos e velocidades. Em uma apresentação penetrante e instigante, voamos das batidas cariocamente funkeadas ao rock soturno, dançando pelo reggae e pelas belas passagens instrumentais.

Chegou uma hora que o auditório do CCBB não era mais o palco adequado para uma festa que vinha do palco. Quando tocou “Pela Orla dos Velhos Tempos”, o clima de batidão fez todos se mexerem nas cadeiras, em um verdadeiro sincronismo de cabeças bailarinas. Teve de tudo, de “apaguem a luz, liguem seus celulares” ao hit mundial “Minha Mulher Não Deixa Não”. Festivamente genial. Uma salva de palmas fora de tempo não foi suficiente para mostrar nossa gratidão. Antes do bis, com “Positive Vibration” todos já estavam de pé, e assim ficamos até o fim do show. Uma maravilha, e tudo só estava começando.

Sábado (08/01) – Tiê

E lá estávamos nós de novo para o segundo dia de festa. Agora eu ia para o show da minha musa, do meu amor platônico inalcançável haha. Tiê é apaixonante só em pisar no palco e não conseguir esconder o nervosismo, assim como no momento em que interrompe a primeira música e diz com aquele ar de moleca travessa “parou, parou! tá tudo errado! tá tudo errado!”. Todos caem na gargalhada. O diálogo com o público é aberto. Show à parte, esse é um dos aspectos mais interessantes nela ao vivo, e sábado ela estava inspiradíssima. Nos falou do seu filho que há pouco nasceu, da sua tendinite pós-bebê (haha), do chinês e da batida mas sempre engraçadíssima história do Jessé e o “Je sais”. Sem contar as atrapalhadas costumeiras. Dessa vez foram um duelo com o suporte do violão, piadas com o grande Frango de todas as festas brasilienses e o “escapulimento” da correia do guitarrista bem na hora em que ela nos apresentava uma de suas novas músicas. Hilário.

E o show? foi lindo, como sempre. Se não me falha a memória, tocou o Sweet Jardim inteiro. Maravilhoso. Tocou também a excelente Mapa-Múndi, do também excelente Thiago Pethit, e nos presenteou com algumas músicas de seu novo álbum que está para chegar em abril. Talvez a hora mais especial do show foi o “emendamento” de “Te Valorizo”, do Sweet, com “Te Mereço”, música do novo álbum. Ficou de uma beleza única, assim como o resto do show. Único.

Domingo (09/01) – Isaar

Nada melhor fechar (ou começar?) a semana com um show de Isaar. Senti-me transportado para o nosso querido Pernambuco, passeando pelas vielas de Olinda e sentindo a brisa do mar batendo em meu rosto. O auditório do CCBB subiu de temperatura, um sol imaginário abriu em nossas cabeças. A presença de Isaar, contagiante e expansiva, só ressaltava essa gama de sentimentos em nosso corações. Aquilo não era mais Brasília, era o Nordeste. Melhor, Brasília virou o Nordeste, ou vice-versa.

Com seu lindo vestido floral, a simpática cantora pernambucana nos trouxe o melhor do que esse estado nuclear da música brasileira contemporânea produziu e produz, tudo condensado em um liquidificador dançante e pop (por que não?) de dar inveja. Sua voz melosa nos convida para a dança. “Uma pena essas cadeiras”, alguns devem ter pensado. Outros, com mais atitude, já se levantavam e dançavam no canto do auditório. Contagiante. Contagiante foi também a apresentação de mestres da música nordestina pela voz de Isaar. De Agnalado Timóteo a Mestre Capiba. Em relação a este último, ela disse “quem aqui conhece Mestre Capiba? quem não conhece já passou da hora de conhecer”. Essa frase repito, mas em relação à própria Isaar. Muitos perderam uma bela oportunidade nesta noite de domingo. Showzaço.

É isso galeris, semana que vem tem mais. Recomendo a todos, pois a programação está excelente. Não deixem passar essa oportunidade de conhecer e prestigiar a nossa música. Abrir a boca pra falar mal todos fazem, mas não movem um palmo (ou seria um clique? haha) para ir atrás e conhecer o que realmente está acontecendo. A oportunidade está aí!

O que vai rolar semana que vem:

Sexta (14/01) – Burro Morto
Sábado (15/01) – Lulina
Domingo (16/01) – Instituto

Abração pra todos e uma ótima semana!


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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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