Álbuns de 2010 (10º ao 1º)


Salve, camaradas! segue a segunda parte do meu top álbuns desse querido 2010. Com certeza aí estão os álbuns que mais me emocionaram neste ano, alguns com certeza virarão álbuns de cabeceira, justamente por terem me proporcionado uma verdadeira relação de afeto para com eles.

Aí estão:

10) Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy

O negão tá com tudo. Se levarmos em consideração o apelo midiático que o homem tem, sim, Kanye merece todos os prêmios que recebeu como personalidade do ano. Sendo o verdadeiro showman dos nossos tempos, ele faz o que poucos conseguem fazer ao chegar no topo, que é juntar toda a experiência adquirida no tempo e dar um salto além no trabalho desenvolvido até então, e não estagnar na mesmice do que produziu até então. E assim foi feito durante toda sua carreira, desde o aclamado debut, até este último álbum, com raros pontos baixos, e que mesmo assim, foram pequenos. Enquanto todo o hip-hop atual sempre caminhou para o ridículo extremismo engolidor de qualquer inovação, Kanye sempre se mostrou andando para o outro lado da corrente. Aproximando-se com o pop e com outros estilos, e não sentando em cima dos louros produzidos pela música negra até o momento, Kanye sempre abriu o mercado para novas experiências, em um verdadeiro intercâmbio de visões, em que a cosmopolita cultura estadunidense é visceralmente cuspida na cara da sociedade ociental pelos seus novos marinees colonizadores. Poucos gestos de reprovação. Aclamo geral. Nunca foi um rapper excepcional, melhores do que ele existem aos montes, seu mérito está na sua invetividade, no seu apelo visual e cultural, na sua megalomania. Um clipe é uma obra de arte, um álbum é um trabalho completo e extremamente pensado, em que o apelo emocional fica explícito. A alma canta, ainda que para falar de “pussy games”. O detalhe não é apenas um detalhe, é condição da perfeição. Kanye é o “boss” da música ocidental atual, se isso é bom ou ruim, fica a questão. My Beautiful Twisted Dark Love me diz que não.

09) The Radio Dept. – Clinging To a Scheme

Neste exato momento eu acabei de colocar o álbum para tocar. Domestic Scene começa. Nome bastante apropriado para a relação afetuosa que tenho com este álbum. Acho que foi o último grande álbum que tive o prazer de escutar e compartilhar idéias com meu irmão. Pega forte. Vem a segunda música, Heaven’s on Fire. Começa com uma pequena conversa, uma pequena conversa quase tautológica e, de certa forma, cômica para uns dias tão apáticos e alienantes. De juventude alienada. Vai bem, vem a calhar. Vem This Time Around, sua bateria pegada e suas guitarras simbólicas. Paro por aqui, isso não é um guia do álbum, de um álbum que diz por si só, de uma banda que diz por si só. Assim como Deerhunter, The Radio Dept. circula no universo abençoado das bandas (excelentes) que são capazes de produzirem uma imagem devidamente apropriada para o “cenário alternativo”. São mais um produto dos grandes negócios, mas não por isso são algo ruim. O shoegaze (um pouco distante ou na sua forma mais pop neste álbum) ainda faz eco e canta como a grande fonte de boas bandas da atualidade.

Destaques: Heaven’s on Fire, Never Follow Suit e The Video Dept

08) Avi Buffalo – Avi Buffalo

No post anterior, devo ter dito que o álbum do The Phoenix Foundation era o mais bonito do ano. Uhm, pode até ser, mas empatado com o debut dessa foderástica banda californiana. Beijando o indie-pop, com um toque caipira e folkeado, Avi Buffalo é um escorrer de paisagens campesinas, de primaveras e do solares de casinhas de madeira. Feito para tocar na radiozinha da pequena cidade ou do campus universitário, é um convite para se apaixonar descompromissadamente. Melodias perfeitamente construídas, rebatem no coração e produzem os melhores dos prazeres. Aberto com Truths Sets In e suas guitarras, acompanhadas de um violão meloso ao fundo no melhor estilo folk-pop; passando por Five Little Sluts, minha preferida, em que o piano dita um ritmo mais do que gostoso e o refrão nos abre aquele sorriso faceiro; e finalizando com Where’s Your Dirty Mind, com uma melodia que quase faz papai chorar. Esse é Avi Buffalo, esse caldeirão de sensações e emoções, algo que você não consegue viver sem depois de conhecer. Ainda dá tempo de você viciar nesse remédio para dias que a falta de afeto lhe consome (ô piegas, haha). Uma pena ser tão curto.

Destaques: One Last, Remember Last Time e Jessica

07) Fang Island – Fang Island

Mais um debut do caralho. Menos uma banda de math-rock (?) e post-rock (??) que não se resume aos clichês desses estilos, e que com isso não acaba sendo chata pra caralho (haters gonna hate). Até eu que não curto muito música instrumental, acabei me rendendo ao som de Fang Island, e não foi por causa dos esparsos vocais no meio de tanto ruído sonoro. Falando neles, é o som que saí de nossas cordas vocais que abre o álbum, logo já seguido por uma porradaça de guitarras típicas do math-rock, acompanhada da bateria quebradiça, que é de praxe e de bom grado. Os instrumentos dançam, os acordes cantam, as guitarras assobiam e gritam e a percussão come. Vem Daisy. Daisy, ah Daisy, quase um apêndice das duas primeiras músicas, um ser indissociável da abertura do álbum, que lhe serve de prelúdio e abre-alas. Frenética e recheada de adrenalina, Daisy é a representatividade desse puta álbum, o marco potencial do que essa banda pode fazer no resto do álbum e em discos vindouros. Arrepiante, que não deixa o pior dos sedentários parar de correr. Uma injeção de heroína capaz de fazer um cadáver dançar. Essa é Daisy, a mulher dona da melhor trepada do ano. O resto do álbum? Pouco importa, só as três primeiras faixas já lhe renderiam esta sétima posição. Mas não chorem, o restante vale muito a pena, pois ainda há os riffs mnemônicos de Sideswiper, ou a anunciada subida épica de Davey Crockett. Escutem e não me culpem. Há braços.

Destaques: Daisy (uma das 5 melhores músicas do ano), Careful Crossers e Sideswiper.

06) Shearwater – The Golden Archipelago

Um teste para o gênio (de) Jonathan Meiburg. Seria o primeiro álbum sem o seu parceiro inseparável de Okkervil River, Will Sheff. Por mais que Rook e Palo Santo sejam feitos quase por uma única mão, Sheff ainda estava ali, o seu toque pop e piegas ainda se faria presente de alguma forma, em alguma faixa. Agora, finalmente, Mailburg estaria só. Era o mais importante e mais difícil passo de sua carreira. Para encanto geral e um salve de todos, o passo não só foi bem executado, como foi perfeito, arrebatou tudo o que já tinha sido feito até então pelo Shearwater. Visceral, soturnamente visceral, visceral soturnamente, delicadamente visceral. Todo o cuidado dos dois álbuns anteriores é repetido aqui, a mística selvagem novamente se faz presente, o específico transcedental da vida no campo e longe da civilização é mais uma vez tratado. Mas agora de forma mais contudente, de forma mais direta e perfeccionista. Um álbum que acaba te transportando para os mais longes confins desse mundo, mesmo feito com o melhor de nossa cultura ocidental conquistadora. John, que visitou e pesquisou ilhas e povos esquecidos do pacífico para fazer este álbum, consegue reproduzir de forma esmagadora a atmosfera das intempéries e belezas únicas da vida longe do processo civilizatório. Um canto raro de pureza libertadora. Uma ode à natureza. O gênio selvagem libertado.

Destaques: Black Eyes, Castaways e Landscape at Speed.

05) Arcade Fire – The Suburbs

Pra quem está no topo, a vida é mais difícil. Arcade Fire experimentou isso com o cambaleante Neon Bible. Excelente álbum, mas que esbarra no excesso de pretensão, levando a uma falta de fluidez lamentável para aqueles que tiveram o melhor debut da década. A expectativa para The Suburbs era imensa, o burburinho da alta roda do mundo alternativo já tinha preparado o salão. O álbum, antes mesmo de sair, era o centro das atenções. O palco estava armado para uma queda monumental. Dentes ferozes estavam doidos para caírem nas jugulares dos canadenses. Vem o vazamento/lançamento, vem a blindagem pelo próprio resultado alcançado. Vem o impecável. Vem a retomada de rumo. Vem o alívio dos fãs. Não teve pra ninguém. Ninguém pode se lamentar. Arcade Fire volta para o posto de melhor banda da atualidade, lugar de onde nunca devia ter saído. Recuperam, se é que perderam, o espaço de cabeças-de-chave da nova música que sempre acreditamos. O álbum? The Suburbs é o mais despretensioso de todos os álbuns da banda, fluente do começo ao fim, nos leva em um embalo de paixões e memórias, que vão da infância a adolescência, às casualidades bairristas que são problemas gigantescos no nosso limitado perspectivismo mundano. Os questionamentos característicos da banda ainda se fazem presente, as perguntas ainda sem respostas são formuladas. Mas menos desesperadas, mais conscientes do seu lugar no estado de coisas. De certa forma, isso é o que representa The Suburbs, um Arcade Fire consciente de seu papel no cenário musical.

Destaques: The Suburbs, Suburban War e Sprawl II

04) John Grant – Queen of Denmark

Talvez este lugar estivesse reservado para o Midlake. Talvez. Mas graças ao bom deus, John Grant supriu fenomenalmente esta ausência (até porque o Midlake ajudou na produção desse álbum), com um disco magnífico e emocionante, que só podia ser feito por alguém com uma carga de experiências tão forte e avassaladora. Ex-líder do injustiçado The Czars, desde cedo John deve ter convivido com os dissabores dessa vida, entre eles o preconceito e a dificudade de autoafirmação (ele é homossexual) e as drogas. Em Queen of Denmark, transborda a dor, o sofrimento, a alegria passageira e uma depressão desoladora. Feito para os solitários e sombrios, para aqueles que mais preferem viver a sós a conhecer o lado de fora, o âmago despedaçado é exposto em uma porção de músicas perfurantes. Toda idiossincrasia de um ser sem destino é catapultado por um folk soturno e dilacerante, com melodias que batem e despertam os mais profundos desejos e sentimentos, em que a bucolicidade e os problemas psicológicos da vida moderna se trespassam e se confundem em um soterrador cântico reflexivo e mortal. John se abre, John parece clamar por um socorro, John, nessas 12 faixas, transforma-nos em seu amigo íntimo. Tememos e rezamos por ele. Compartilhamos de sua dor, sofremos por ele. Um álbum único, um sentimento único ele desperta. Um manifesto dos desvalidos e aterrorizados solitários desse mundo. Queen of Denmark é muito mais que um substituto do Midlake, é injusto tratá-lo assim, é um grito de todos nós, que assim como John, acordam e dormem com fantasmas que teimam em nunca deixar a felicidade irradiar em nossos corpos. É o registro daqueles que não nasceram para o sol.

Destaques: I Wanna Go to Marz, Where Dreams Go to Die, Sigourney Weaver e Outer Space (único álbum que merece mais de três destaques. Um clássico)

03) The National – High Violet

Como eu esperei por esse álbum. Com certeza foi o cd que mais aguardei em todo ano. Estremeço toda vez que escuto os primeiros ruídos de Terrible Love. The National desperta uma profusão de sensações em mim que eu dificilmente conseguiria descrevê-las com palavras. Parece que a banda, suas músicas, suas letras se encaixam perfeitamente em todos os fatos que aconteceram nos meus últimos três anos. Por tudo isso, High Violet era o álbum que eu tinha mais medo de me decepcionar. Felizmente, veio melhor que a encomenda. Não barrando só o insuperável Boxer, o trabalho de 2010 é mais uma representação da tormentosa vida comum de um homem médio, seus problemas, seus medos, suas paixões, suas idas e seus retornos, tudo isso imaculado e unificado na pessoa e na voz de Matt Berninger. Fundador de uma ceita, este homem é o responsável pela materialização da consciência coletiva de uma geração sem rumo e norte, perdida na vastidão de seus sentimentos e prazeres fugazes, mas que nem por isso deixa de dar sua opinião, de mostrar seus desapontamentos e tomar partido nas discussões de sua época. Uma geração em que a dúvida é o seu lema, e a incerteza o dogma. Tudo balizado por uma atmosfera post-punk, ambientes etéreos criados por uma orquestração ímpar, guitarras esparsadas, baterias militares e a voz potente, contagiante e sentimental de Matt. High Violet é o retorno para casa de alguém que saiu para o mundo, não o venceu, muito menos o conquistou, que viu seus sonhos se despedaçando e a crueza da realidade sendo pior que o mais terrível de seus pesadelos. Mas é o canto da esperança, de uma esperança triste, mas que ainda busca aquele lampejo de felicidade no mais normal dos fatos eventuais. É a delicadeza e a genialidade da vida comum o objeto de trabalho desta que é uma das grandes bandas dessa década. A tomada de consciência para o mundo é só conseqüência de nossos hábitos.

Destaques: Bloodbuzz Ohio (uma das 5 melhores faixas do ano), Terrible Love e Vaderlyle Crybaby Geeks

02) Ariel Pink’s Haunted Graffiti – Before Today

“My chances of sleeping with Ariel Pink have increased immensely! That is, If this wasn’t staged. I can hope can’t I?”. Esse é um exemplo de reação habitual causada por este gênio contemporâneo, que finalmente caiu no gosto de todos, incluindo da crítica. Somente chegamos a este ponto com o magnífico Before Today, que é uma explosão única de criatividade, feita, aparentemente, com os mais básicos artifícios. Menos lo-fi que seus antecessores, o álbum mistura uma aproximação perfeita entre o pop e o underground avant-garde da cena indie, tendo como resultado um álbum radiofônico, ainda que bizarro; artificialmente apaixonante como a prostituta da noite anterior. Em cada faixa, a inventividade brilha e passeia entre os mais diferentes níveis de no sense e seriedade. Sendo feito para tocar desde o culto da igreja evangélica ali da esquina ao bailinho do bar gay da rua do teu primo, Before Today destoa de toda a mesmice que paira o cume das bandas mais hypadas da “cena alternativa”. Entre as “tracks”, destacam-se, entre outras, o hino chiclete dos índios neste ano, Round and Round, faixa dançante, com o melhor refrão do ano, com um q de festa hipster no ar e um ritmo que conduz a alma para aspirações transcendentais no altiplano andino; Bervely Kills, que parece até ter saído de um comercial b da Barbie, com teu ritmo boggie nights semibrega; e o hit radiofônico da jovempan das madrugadas alternativas, Bright Lit Blue Skies, que se não fosse pela bizarrice comum de Ariel Pink, assemelharia-se àquela sua bandinha manjada que tu carrega no ipod para mostrar pro teus parceiro da quebrada com tom de novidads. Rebolando entre o extremo bom gosto e o travesti mal vestido que você vê da sacada do hotel em Copa, esse é Before Today, sem dúvida mais um suspiro de inspiração pura produzida pelos pequenos gênios perdidos nos confins de garagens apertadas ou quartos solitários, trespassados pela cultura pop de massa que mais mata que a fome na África, mas que mesmo assim produz torres de glitter e brilhantes, e isto é o que importa, convenhamos. Ariel Pink apóia e beija sua boca com batom.

Destaques: Round and Round (uma das 5 melhores faixas do ano), Fright Night (Nevermore) e Menopause Man.

01) Menomena – Mines

Chegamos, finalmente, a ele, o primeiro da lista, ao meu álbum preferido deste ano. Mines. Mais uma obra-prima de uma das minhas bandas prediletas, mais um tiro certeiro desse trio que ao meu ver representa tudo que a música desse novo início de século fez e pode fazer. Congregam um certo experimentalismo com o regresso acertado ao público, com faixas que são um petardo de criatividade e radiofonia. Em 2010, o Menomena não conseguiu superar o meu álbum da década passada, que é deles – Friend and Foe -, mas isso não é demérito algum, pois Mines faz absolutamente o que dele se esperava, ou seja, que ele não deixasse a peteca cair. E faz isso com louvor único. Com uma pegada forte no indie mainstream e de fácil acesso, o álbum consegue passear com uma facilidade impressionante por uma diversidade de ritmos, experiências e sensações, num experimentalismo calcado numa criatividade que não parece ter fim. TAOS, minha faixa do ano, com sua estrutura quebradiça, que quase me lembra um improvisadíssimo jazz, é o sumário do que vai ser distribuído nas demais músicas. O libertar, a demonstração de que para o Menomena não há estruturas presas, que as correntes quebradas em Friend and Foe realmente foram esquecidas e não mais vão voltar. Um verdadeiro foda-se para quem esperava uma coisa mais contida ou direcionada. Apesar de toda acessibilidade, o Menomena não faz isso propositadamente. No típico bordão de fã retard, “não se vendem”. Mas aí que está a essência de tamanha vitória, fazer algo extremamente complexo e criativo, mas mesmo assim aberto a todos os gostos e ouvidos. É a música pela música, independentemente de qual objetivo eles vão alcançar. Menomena sempre me soa como um sopro para a autonomia e a tomada de rédeas, e Mines, entre tantos condicionamentos em que vivemos, parece-me o álbum mais honesto do ano, no qual pretensões e despretensões são facilmente percebidas e reconhecidas. Recheado de subidas e descidas, o álbum é um passeio de montanha russa no que de melhor a música ocidental de calçada nos presenteia. Para ir além, Mines, para mim, é a amálgama musical representativa desse fantástico 2010, é o álbum que resume o ano para mim. Ta aí o porquê dessa primeira posição.

Destaques: TAOS (faixa do ano), Dirty Cartoons e Five Little Rooms.

Pra quem quiser ver o ranking inteiro, com todos os álbuns que escutei esse ano, tá no fim do post aqui:

http://www.lastfm.com.br/user/carecavasco/journal/2010/12/22/447q9h_top_2010

ps: muitas injustiças! hahahaha

É isso ae, meu povs, ano que vem tem mais! E ao longo do ano devo ir postando o que futuramente deverá fazer parte da lista de 2011. Um forte abraço, e Jesus no coração de todos, sempre buscando conhecimento. xD

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Sobre Marcos Vinícius

The black sheep boy who dreams of horses. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, secretário parlamentar no gabinete do dep. Chico Alencar (PSOL-RJ) e membro da Esquerda Libertária Anticapitalista (ELA). Um aficionado por música, política e amores anarcotropicais.
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